Consultório Odete
Tudo o que sempre quis saber sobre vinhos e nunca teve coragem de perguntar.
Como é que se lê o rótulo de um vinho?
Ora cá está uma pergunta que poucas vezes é feita, mas que tem algo que se lhe diga. Primeiro porque, por melhor que seja o design do rótulo (sim, é como nos livros, também aqui julgamos o livro pela capa), há certas informações que têm obrigatoriamente de estar presentes, quer seja no rótulo quer seja no contra-rótulo. A saber: a marca, isto é, o nome comercial escolhido para o vinho; a região, ou se preferirem a indicação de proveniência, onde constam também informações sobre os vinhos produzidos em regiões de Denominação de Origem Controlada (DOC), vinhos regionais, vinhos generosos ou espumantes; o ano de colheita, que é sempre referente ao ano da vindima das uvas usadas (e não o ano em que foi engarrafado ou saiu para o mercado); as castas utilizadas, uma informação que muitas vezes aparece apenas no contra-rótulo; o engarrafador ou produtor, para esclarecer quem e onde se realizou o engarrafamento do vinho; o teor alcóolico, que tem diferentes variações consoante o estilo do vinho, mas corresponde ao número de litros de álcool em 100 litros de vinho; e o volume, ou seja, a quantidade de vinho dentro da garrafa. Existem ainda outros detalhes que podem ou não estar presentes, como o tipo de vinho (branco, tinto ou rosé) e o grau de açúcar: seco, meio-seco, meio-doce ou doce; a indicação de sulfitos, quando estão presentes em concentrações superiores a 10 mg/kg ou 10 mg/l; e uma referência ao lote (através da letra ‘L’) para ajudar a rastrear um vinho.
 
Espero por si (e pelas suas questões), #às7naOdete

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