Hoje, a pretexto das garrafas de Quinta da Pedra Escrita que servimos nos dois espaços d’O Bar da Odete – é sempre bom reforçar que estamos na Rua do Jardim do Regedor e no Time Out Market -, falo-vos de vinhos biológicos, cada vez mais em voga. Para ter uma ideia, entre 2003 e 2012 o crescimento de área de plantação de vinhas biológicas foi de 145%, em Portugal. O primeiro ponto que é importante frisar é de que se trata de uma produção de vinho menos interventiva e com menor impacto ambiental. No cultivo de uvas biológicas não são permitidos fertilizantes, pesticidas, herbicidas ou fungicidas de origem química e sintética. Ficam também de fora antibióticos e reguladores de crescimento e a utilização de enxofre e cobre tem limites máximos. Isto obriga, claro, a que haja uma vigilância mais apertada de pragas e doenças, além de um acompanhamento da previsão do tempo. Estes princípios estão subjacentes a grande parte da agricultura biológica, mas no caso do vinho, as coisas são ligeiramente diferentes. O vinho permite o uso de bastantes produtos enológicos, como leveduras e nutrientes, desde que de origem bio – não permite, por exemplo, enológicos mais agressivos, como o ácido sórbico. O consumo de vinho biológico tem vindo a aumentar na Europa, onde o consumo per capita é maior que nos Estados Unidos, e também em Portugal, com várias empresas de renome a apostar em referências bio.

Em breve venho aqui falar-vos de vinhos biodinâmicos e naturais.

Até lá, espero por si, #às7naOdete

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